quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E os Novos Candangos se posicionam!

Convidados pelo Jornal Correio Braziliense de Brasília para escrever sobre teatro na nossa cidade, assinamos nosso breve desabafo esperançoso!


LUZIÂNIA É UM ESCÂNDALO DE DELICIOSA!

Palmas e moção de aplauso especial para nosso querido André Rodrigues, que amigo, ator e produtor local nos fez sentirmos mais do que bem recebidos por essa cidade!

Cidade que nos agraciou com "Moção Aplauso"! Chique? Não! Emocionante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Foi formidável, as duas sessões, o barzinho com o público depois, a nova apresentação, o debate e a vontade de voltar MUITAS VEZES!!!!!!!!



Taguatinga!!!! Que delícia estar com vocês!

É bom estar de volta! Bateu os calcanhares e repetiu: "Não há lugar no mundo melhor do que a nossa casa!"

Fomos recebidos no quadradinho DF com muito calor após a friaca da cidade da garoa! Retorno saboroso! Agora até uniformizados!

E os Novos candangos te podem curtir numa boa!

Relatos de São Paulo!

Foi frio, foi intenso, foi frio, foi aprendizado!

Semana mais fria do ano em São Paulo. Chegamos quatro dias antes para ensaiar mais a peça juntos e curtir a cidade e... ficar em casa porque tava muito frio!

E nesta friaca o público foi, mirrado, mas corajoso foi! E assistiu A FALECIDA e OS BEATNIKS EM "A GAIVOTA" na sessão da meia noite! E esta foi também a recompensa porque dos poucos que assistiram, que ficavam para o debate e que ainda ficavam para a outra sessão: ficaram críticas e observaçòes pontuais.



Crescemos artisticamente, cooperativamente (quem fica com a bagagem????) e quesitos administrativos!

E mais: nos reapaixonamos pelas nossas peças e deixamos São Paulo contraditoriamente com o amargo e picante e divertido gosto de querer voltar! Agasalhados e quentes!!!!!!!!!!!!!!!!!
No avião: expectativas e frio... por enquanto só na barriga!


No aeroporto de Guarulhos!

Ensaios na casa em Sampa



A caminho da Liberdade!

 
 São Paulo e os novos sabores!


Pelo menos no frio, andar por ruas lotadas não é tão ruim!

Dia de repor objetos de cena!


E no Mercado Municipal descobriram-se alguns que existem cerejas que não a são, 
mas como são boas as cerejas que são elas mesmas!





Uma falecida deu a luz a nós!

Um ano após termos dado a luz ao processo de criação de "A Falecida" em 15 de maio de 2012, eis que ela retribuiu o favor em 13 de maio de 2013 dando a luz a nós. Somos agora um grupo com mais integrantes do que quando pensamos na morta que nos deu vida e mais um espetáculo.

Somos os NOVOS CANDANGOS, um misto de Novos Baianos, de Nova Safra de Brasília, de Novas mãos que ajudam a construir e produzir cultura e arte no DF, Novos Sujos (tradução de candangos também) e Suados - suor: resultado natural de esforço, trabalho e prazer!



São os Novos Candangos do Teatro:
André Reis
André Rodrigues
Diego de Leon
João Campos
Luana Proença
Luísa Duprat
Mateus Ferrari
Rafael Toscano
Tati Ramos
Xiquito Maciel

Somos novos com bagagem: espetáculo "A FALECIDA"; espetáculo "OS BEATNIKS EM 'A GAIVOTA'"; curta-metragem documental "AUTOPSIA" sobre o processo de criação de "A FALECIDA".

E vamos crescer Brasil...ia!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

PAPADAPAPADA

Em 15 de agosto de 2012, em pleno centenário de Nelson Rodrigues, estreitamos A FALECIDA no Rio de Janeiro. Éramos um grupo, mas ainda sem saber que éramos. Vimos a morta ganhar vida pela primeira vez e ontem, 15 de agosto de 2013, vimos ela reviver sempre diferente e morrer na efemeridade do teatro pela vigésima quinta vez com um ano de estrada.

Estrada esta que já passou por Rio, Brasilia, Duque de Caxias, Florianópolis, São Paulo e Luziânia, já com agendamento para Curitiba e volta ao Rio.

O balão de happy birthday estava em cena para celebrar, no palco candangos, nós agora Novos Candangos como grupo e com um trabalho delicioso como bolo sonho de valsa de aniversario! Parabéns cantado com vela preta fúnebre em homenagem a Zulmira, mas com canudos retorcidos coloridos e doces multicor por conta do nosso olhar sobre a obra gaiata de Nelson Rodrigues.

Ontem o publico entrava enquanto, como sempre, Mateus Ferrari improvisava uns versinhos no PAPADAPAPADA... Saiu algo assim:

"Esta peça que é de Brasília,
Mas nasceu no Rio de Janeiro,
Ta fazendo um ano de vida
E vai viajar o Brasil inteiro"

Axé, amém, assim seja!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

.lapidação.

Uma nova temporada se aproxima.  E depois da nossa  falecida ter ganhado vida em terra carioca, será a vez da terra da garoa experimentar a leitura de uns Novos Candangos saudosos de um mundo Rodrigueano. No ensaio de ontem, conversamos muito sobre cada cena, cada ato. E percebemos  que o que nasceu vai crescendo, se tornando um jovem que descobre novas possibilidades, outros sentidos dentro de uma mesma personalidade. Ou de várias! Nos desdobramos em quase todos os personagens  dessa tragédia carioca. E em cada um deles, é possível compreender as menores delicadezas que pulsam nas falas e gestos de cada ser humano criado por Nelson.
Ter a oportunidade de crescer junto com um espetáculo é a chave das grandes descobertas. É chave mestra de muitas portas que podem se abrir ou não. Mas não importa o FIM. E sim o processo, o caminho e os amigos que se colhem ao longo deste trajeto. Vida longa à nossa falecida!

domingo, 21 de outubro de 2012

A Falecida de Brasília

Chego ao teatro e de cara fico feliz, um bom publico chega comigo, e alegria de ator é teatro cheio. Já dentro do teatro, na poltrona B15, sento-me e espero começar, ao longe se ouve a oração final e aquele grito bom: -“Merda!”. Com luzes acesas garotos entram no palco e se movimentam, fazem sons, talvez um samba e conversam algo que não consigo escutar. Eles se conectam e me remetem a um clube, sei lá, um local onde amigos se encontram. Nesse momento a plateia ainda aquietava os ânimos, entram então, duas atrizes, ficam em sete no total e então as luzes da plateia apagam-se e começa a leitura da rubrica e os personagens começam a ganhar forma, saindo do banco de reserva e entrando no jogo, até que trocam os jogadores e assim segue o espetáculo que narra à história de Zulmira e de tantos mais.



A peça se costura como esquetes e todos os atores interpretam todos os personagens e nada se perde. As rubricas (algumas) continuam sendo lidas o que poetiza as cenas, que por vezes parecem conectadas a um realismo fantástico. O figurino colorido de Cyntia Carla, quebra o teor trágico do texto. É preciso deixar claro que o texto trata de inveja, traição, morte, desamor. Temas sérios e muito fortes, abordados com maestria pelo jovem diretor Diego de Leon, que optou por estar como ator, sem deixar de ser diretor, dessa forma quando por ventura o ritmo do espetáculo não segue o esperado, ele intervém, recomeça, faz de novo. O único problema disso é que ficamos com menos a criticar, já que as possíveis falhas cênicas são ressaltadas e corrigidas, ali, em cena.

A musicalidade do espetáculo faz toda diferença e emociona em alguns momentos. Parabenizo a todos, em especial o ator goiano André Rodrigues que por vezes parecia sofrer mutações físicas em cena. Penso que o grande diferencial do espetáculo, é que ele é despretensioso. Não posso deixar de dividir meu orgulho ao ver Tati Ramos tão matura em cena, assim como todo elenco, mas é a cena de Xiquito Maciel que faz rasgar a alma.

 O espetáculo “A Falecida” foi à primeira Tragédia Carioca de Nelson Rodrigues e esses brasilienses conseguiram ser-se cariocas, vascaínos, fluminense, humanos. Outro ponto que precisa ser ressaltado, é que após apresentação o grupo se propôs a um debate, que creio ser enriquecedor. Parabéns mais uma vez, e grata. É sempre muito bom assistir coisas boas!

Ficha Técnica:
Direção de Diego de Leon
Elenco – André Rodrigues, Diego de Leon, João Campos, Lisa Duprat, Mateus Ferrari, Tati Ramos e Xiquito Maciel.
Preparação de elenco e produção: Luana Proença.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Comédias da Vida Privada

A Vida Privada é a Intimidade... As quatro paredes que Nelson Rodrigues escancara janelas, arranca cortinas e abre portas de famílias e casamentos.

Em A Falecida e em nossa Falecida:

Zulmira e Tuninho... Apito!... Tuninho e Zulmira na cena da Vida Privada na privada, MERDA!!!!!

"Foco no centro da cena. Zulmira vai entrando com o banquinho e dirigindo-se para o foco. Todos deixam a cena. Luz sobre Zulmira, que senta-se no banco e põe a mão no queixo, numa atitude de ‘O Pensador’, de Rodin. Entra Tuninho com o jornal na cabeça e aflito. Está diante do imaginário banheiro. Torce o trinco invisível.”  (A FALECIDA, ATO I)

Comédias da vida privada de um casal... Loiros? Trágico e cômico uma semana antes...
Uma noiva de vestido azul é tão... rodriguiano: belo e provocador e encantador e eterno.

No improviso a vida privada é potência, intimidade que gera cumplicidade que gera permissão que gera invasão, exposição e respeito. Oposições, contradições, criatividade e amizade!

No improviso e no Altar dizemos SIM ao outro!


Casado? Pimba!
Casadíssimos!


terça-feira, 28 de agosto de 2012

O gênio completaria 100 anos nesse mês de agosto se entre nós ainda estivesse. Mas pensando bem, ele está. Em toda a sua obra, em sua família, em nossa saudade! É com muito orgulho e muita gratidão que vejo a minha participação e a de amigos queridos nesse centenário Rodrigueano. Em especial agradeço a Diego de León e a todos que nos assistiram ou tentaram e aos que ainda podem compartilhar a nossa leitura de uma de suas incríveis peças. Vá ao teatro e leve alguém! Salve Nelson, um menino que olhava o mundo pelo buraco da fechadura.

sábado, 25 de agosto de 2012

Depoimento pessoal do artista

Além de músico-interrompido, eu também sou um jornalista-interrompido...
E nesse 1 semestre e meio de faculdade de comunicação, eu tinha como objetivo trabalhar no Meia Hora do Rio de Janeiro.
Por que? As 25 melhores capas do Meia Hora

O Meia Hora é o jornal mais próximo do Realismo Fantástico...
Não tem essa burocratização da imaginação!
É pragmático e lúdico...
Vulgar, porém poético!
Ser jornalista do Meia Hora deve ser muito mais especial do que ser jornalista de verdade...
Não tem esse compromisso com a polidez...

E não é que esse jornaleco prestou uma homenagem ao centenário do Nelson!
Sensacional!


#forevermeiahora




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Último fim de semana



Venha ver o que a gente fez com "A Falecida" do Nelson!
Último fim de semana... Sábado e domingo, às 18 e às 21 horas...
Espaço Mosaico (714/715 Norte)