terça-feira, 28 de agosto de 2012
O gênio completaria 100 anos nesse mês de agosto se entre nós ainda estivesse. Mas pensando bem, ele está. Em toda a sua obra, em sua família, em nossa saudade! É com muito orgulho e muita gratidão que vejo a minha participação e a de amigos queridos nesse centenário Rodrigueano. Em especial agradeço a Diego de León e a todos que nos assistiram ou tentaram e aos que ainda podem compartilhar a nossa leitura de uma de suas incríveis peças. Vá ao teatro e leve alguém! Salve Nelson, um menino que olhava o mundo pelo buraco da fechadura.
sábado, 25 de agosto de 2012
Depoimento pessoal do artista
Além de músico-interrompido, eu também sou um jornalista-interrompido...
E nesse 1 semestre e meio de faculdade de comunicação, eu tinha como objetivo trabalhar no Meia Hora do Rio de Janeiro.
Por que? As 25 melhores capas do Meia Hora
O Meia Hora é o jornal mais próximo do Realismo Fantástico...
Não tem essa burocratização da imaginação!
É pragmático e lúdico...
Vulgar, porém poético!
Ser jornalista do Meia Hora deve ser muito mais especial do que ser jornalista de verdade...
Não tem esse compromisso com a polidez...
E não é que esse jornaleco prestou uma homenagem ao centenário do Nelson!
Sensacional!
E nesse 1 semestre e meio de faculdade de comunicação, eu tinha como objetivo trabalhar no Meia Hora do Rio de Janeiro.
Por que? As 25 melhores capas do Meia Hora
O Meia Hora é o jornal mais próximo do Realismo Fantástico...
Não tem essa burocratização da imaginação!
É pragmático e lúdico...
Vulgar, porém poético!
Ser jornalista do Meia Hora deve ser muito mais especial do que ser jornalista de verdade...
Não tem esse compromisso com a polidez...
E não é que esse jornaleco prestou uma homenagem ao centenário do Nelson!
Sensacional!
| #forevermeiahora |
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Último fim de semana
Venha ver o que a gente fez com "A Falecida" do Nelson!
Último fim de semana... Sábado e domingo, às 18 e às 21 horas...
Espaço Mosaico (714/715 Norte)
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Nelson Rodrigues e eu
Hoje, 23 de agosto de 2012, Nelson Falcão Rodrigues faria 100 anos...
(...)
O primeiro contato que tive com Nelson Rodrigues foi através do proibidíssimo "Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados", a minissérie exibida em 1995 na Globo, que lançou Alessandra Negrini com muito estardalhaço, mas que coroava Claudia Raia como protagonista.
Eu tinha 12 anos e o programa era exibido em um horário muito ingrato: Altas horas da noite.
Horário de criança estar na cama pra acordar cedo pra ir pro colégio...
Através das chamadas, dava pra ver nitidamente que a minissérie era um programa de adulto.
Só que não dava para assistir, só pra imaginar..
E na minha mente fértil, rolava de tudo! Peitos, pintos, bundas, palavrões, sexo sujo, assassinatos, estupros, cuspidas na cara...
Enfim, "Engraçadinha" tinha jeito de ser sacanagem disfarçada de novela e eu entendia perfeitamente porque era exibida tão tarde.
Cheguei a ver uma cena, na casa da namorada do meu pai: O personagem do Caio Junqueira mata o Luis Maçãs para não ser currado. (...) Tenso.
(...)
Um ano depois, veio o quadro "A vida como ela é...", no Fantástico!
Uma loucura... Esse sim, passava em horário plausível de ser assistido.
E era absurdamente maluco...
Sim, eu não estava tão enganado! Tinha sacanagem da boa nesse tal Nelson Rodrigues.
Lá estavam os peitinhos da Maitê Proença numa cena de sexo escancarada, em cima dum tanquinho de lavar... "A dama da lotação"!
Mas havia tantas outras coisas atraentes...
Tinha o patético personagem do Antônio Caloni que se mata por não querer jantar duas vezes (uma vez com a esposa, outra vez com a amante.); o melhor personagem da vida da Malu Mader, uma fulana feiosa que resolve dar em cima do próprio marido pra provocar inveja na vizinha.
E um episódio que me embasbacou... "O delicado"... Caio Junqueira (ele, de novo!) enforcado vestido num lindo vestido de noiva!
Tinha sacanagem, sim! Mas era mais! Era extremamente chocante, engraçado e inteligente...
(...)
Depois, só na faculdade!
Um "Perdoa-me..." aqui, um "Toda Nudez..." ali.
Vi "A Serpente", vi "A falecida"...
Exercícios com "O Beijo...", com "Vestido de noiva".
Mas nada de aprofundar... Ficava no raso... No clichê!
Nelson Rodrigues era um velhote fanfarrão com tendências freudianas!
Apenas.
Não que eu não me interessasse, mas eu estava rodeado por Shakespeare, Beckett, Oscar Wilde, Ionesco, Tchekhov... Não dava pra dar bola pra todo mundo!
(...)
Em 2008, numa temporada do Beckett no Rio, me dei de presente "O Anjo Pornográfico", biografia do Nelson escrita por Ruy Castro.
E segui o conselho de um amigo: Quando, na biografia, Nelson estiver escrevendo ou estreando uma das peças, pára e vai ler o texto...
Achei isso genial! E fiz...
Demorei muito! Muito mesmo... Dei graças a Deus quando cheguei n' "A serpente".
Mas, sinto que saí do raso...
Não sou um expert, mas Nelson não é mais um clichê!
Eu gosto de entender o que faz um clássico ser um clássico. "Vestido de noiva" é um clássico do teatro, assim como "Perdoa-me...", "Toda nudez...", "Sete Gatinhos", "Boca de Ouro".
E hoje, eu entendo a importância dele como dramaturgo.
E está sendo ótimo poder mergulhar cada vez mais.
(...)
É uma satisfação muito grande comemorar o centenário do Nelson Rodrigues apresentando "A Falecida"...
Espero que ele esteja gostando tanto quanto eu...
(...)
O primeiro contato que tive com Nelson Rodrigues foi através do proibidíssimo "Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados", a minissérie exibida em 1995 na Globo, que lançou Alessandra Negrini com muito estardalhaço, mas que coroava Claudia Raia como protagonista.
Eu tinha 12 anos e o programa era exibido em um horário muito ingrato: Altas horas da noite.
Horário de criança estar na cama pra acordar cedo pra ir pro colégio...
Através das chamadas, dava pra ver nitidamente que a minissérie era um programa de adulto.
Só que não dava para assistir, só pra imaginar..
E na minha mente fértil, rolava de tudo! Peitos, pintos, bundas, palavrões, sexo sujo, assassinatos, estupros, cuspidas na cara...
Enfim, "Engraçadinha" tinha jeito de ser sacanagem disfarçada de novela e eu entendia perfeitamente porque era exibida tão tarde.
Cheguei a ver uma cena, na casa da namorada do meu pai: O personagem do Caio Junqueira mata o Luis Maçãs para não ser currado. (...) Tenso.
(...)
Um ano depois, veio o quadro "A vida como ela é...", no Fantástico!
Uma loucura... Esse sim, passava em horário plausível de ser assistido.
E era absurdamente maluco...
Sim, eu não estava tão enganado! Tinha sacanagem da boa nesse tal Nelson Rodrigues.
Lá estavam os peitinhos da Maitê Proença numa cena de sexo escancarada, em cima dum tanquinho de lavar... "A dama da lotação"!
Mas havia tantas outras coisas atraentes...
Tinha o patético personagem do Antônio Caloni que se mata por não querer jantar duas vezes (uma vez com a esposa, outra vez com a amante.); o melhor personagem da vida da Malu Mader, uma fulana feiosa que resolve dar em cima do próprio marido pra provocar inveja na vizinha.
E um episódio que me embasbacou... "O delicado"... Caio Junqueira (ele, de novo!) enforcado vestido num lindo vestido de noiva!
Tinha sacanagem, sim! Mas era mais! Era extremamente chocante, engraçado e inteligente...
(...)
Depois, só na faculdade!
Um "Perdoa-me..." aqui, um "Toda Nudez..." ali.
Vi "A Serpente", vi "A falecida"...
Exercícios com "O Beijo...", com "Vestido de noiva".
Mas nada de aprofundar... Ficava no raso... No clichê!
Nelson Rodrigues era um velhote fanfarrão com tendências freudianas!
Apenas.
Não que eu não me interessasse, mas eu estava rodeado por Shakespeare, Beckett, Oscar Wilde, Ionesco, Tchekhov... Não dava pra dar bola pra todo mundo!
(...)
Em 2008, numa temporada do Beckett no Rio, me dei de presente "O Anjo Pornográfico", biografia do Nelson escrita por Ruy Castro.
E segui o conselho de um amigo: Quando, na biografia, Nelson estiver escrevendo ou estreando uma das peças, pára e vai ler o texto...
Achei isso genial! E fiz...
Demorei muito! Muito mesmo... Dei graças a Deus quando cheguei n' "A serpente".
Mas, sinto que saí do raso...
Não sou um expert, mas Nelson não é mais um clichê!
Eu gosto de entender o que faz um clássico ser um clássico. "Vestido de noiva" é um clássico do teatro, assim como "Perdoa-me...", "Toda nudez...", "Sete Gatinhos", "Boca de Ouro".
E hoje, eu entendo a importância dele como dramaturgo.
E está sendo ótimo poder mergulhar cada vez mais.
(...)
É uma satisfação muito grande comemorar o centenário do Nelson Rodrigues apresentando "A Falecida"...
Espero que ele esteja gostando tanto quanto eu...
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| Diego de Leon como Deus, em "A Falecida" |
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
7 dias de intensidade
[ESPAÇO RESERVADO PARA PUBLICAÇÃO DO DIÁRIO DE BORDO DA ÚLTIMA SEMANA]
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Em 7 dias, "A falecida" fez 7 apresentações (lotadas) em 3 cidades diferentes...
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Em 7 dias, "A falecida" fez 7 apresentações (lotadas) em 3 cidades diferentes...
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