Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος "bode" e ᾠδή "canto") é (assim como a Comédia) uma forma de drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade. Aristóteles descreve a tragédia como imitação de uma ação, em uma linguagem que tem ritmo, harmonia e canto. Sua função é provocar por meio da compaixão e do temor a expurgação ou purificação dos sentimentos (catarse).
(Wikipédia)
"Um carioca é um Carioca.
Ele não pode ser nem um pernambucano, nem um mineiro, nem um paulista, nem um baiano, nem um amazonense, nem um gaúcho. Enquanto que, inversamente, qualquer uma dessas cidadanias, sem diminuição de capacidade, pode transformar-se também em carioca; pois a verdade é que ser carioca é antes de mais nada um estado de espírito. Eu tenho visto muito homem do Norte, Centro e Sul do país acordar de repente carioca, porque se deixou envolver pelo clima da cidade e quando foi ver… kaput! Aí não há mais nada a fazer. Quando o sujeito dá por si está torcendo pelo Botafogo, está batendo samba em mesa de bar, está se arriscando no lotação a um deslocamento de retina em cima de Nelson Rodrigues, Antônio Maria, Rubem Braga ou Stanislaw Ponte Preta, está trabalhando em TV, está sintonizando para Elizete.."
(Vinícius de Moraes)
(...)
Tragédias Cariocas
A falecida (1953),
Perdoa-me por me traíres (1957),
Os sete gatinhos (1958),
Boca de ouro (1959),
O beijo no asfalto (1961),
Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária (1962),
Toda nudez será castigada (1965)
A serpente (1978)(...)
“Ele não fez apologia política em seus textos, como Oswald de Andrade, nem foi tão fortemente ligado a questões da aristocracia, como aconteceu com Jorge Andrade, tampouco desceu às camadas mais renegadas da sociedade, como no teatro de Plínio Marcos, e não lutou em defesa dos proletários, como no caso de Gianfrancesco Guarnieri. Ainda assim, ele se manteve como um grande leitor da sociedade, a seu modo, e foi um ferrenho crítico social” comenta Elen de Medeiros, doutora em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas.