sábado, 23 de junho de 2012

No sábado passado!


Dia: 16 de junho de 2012.
Dever-de-casa: Levar 5 objetos pessoais, intransferíveis e afetivos...

O fato de que cada ator do elenco é um artista diferente, com sua bagagem cheia de histórias que refletem tanto em seu trabalho...
O que ouviu há anos, o que anda lendo, como foi mudar pra capital, como foi mudar pro mato, a falta de poesia de um rolo de papel higiênico, uma gota cheia de pensamentos bons, o primeiro brinquedo, o último, um estojo duplo (?) de fita K7, as portas de entrada da música, fotos coloridas e outras nem tanto...
Uma porção de emoções misturadas à saudade... Ou seria ao saudosismo?
Onde começa a memória e onde termina a imaginação?
Quantos daqueles fatos acontecera exatamente como foram contados?
Isso não nos importa! "O todo é maior do que a simples soma das suas partes!", já dizia Aristóteles.
Ali estavam 5 micro-fragmentos de cada um daqueles artistas...
30 micro-fragmentos... Um zilhão de possibilidades!

Esses foram os ingredientes que do caldeirão do improviso do ensaio.
No nosso misto de tapete peterbrookiano e roda de macumba...
Res-sig-ni-fi-car...
Ress-ign-ifi-ca-r...
Ressignificar os objetos contando uma outra história...
Da Zulmira que é casada com o Tuninho que é vascaíno-roxo!

A descoberta de como quem vê o que de quem...
Como aquele personagem respira no corpo do outro?
Onde está a vida? Na mão que carrega o objeto ou na boca que pronuncia as palavras?
Não tem melhor ou pior... Não tem certo ou errado...
Somos todos Zulmiras casadas com Tuninhos vascaínos-roxo!


Madame Crisálida assistindo Vale-a-Pena-Ver-de-Novo

Zulmira procurando pela cartomante

"Por obséquio. Eu queria falar com Madame Crisálida."

"Olha só a ronqueira do meu pulmão. Espia!"

"Quem tem criança sabe como é! E as minhas são de arder!"

Zulmira procura na lista telefônica o número da cartomante

Zulmira hipocondríaca...

... e supersticiosa!

Fotos: Diego de León



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