sábado, 14 de julho de 2012

.Zulmira versus Tuninho.

A cada idade que completo e que celebro minha existência nesse mundo, percebo como nós, Zulmiras, somos completamente diferentes dos Tuninhos. Muito se fala sobre isso. As diferenças entre os sexos. Temos as feministas, os machistas, os feministas, as machistas, temos homens e mulheres, Tuninhos e Zulmiras completamente distintos. A neurose de nossa Rodrigueana em questão é ridícula, assim como todas as neuras são. Mas elas são reais. Ao menos para quem as sentem. Carregam como um peso de todo o mundo nas costas. E os Tuninhos normalmente estão alí, "normais". Pacíficos, desleixados, tranquilos. Não que eles não tenham suas neuroses. Mas elas parecem ser mais brandas, mais palpáveis, menos questionáveis, menos loucas. Tuninho "esquenta a cabeça" porque talvez o Ademir não jogue. Já Zulmira passa a viver o resto de seus dias tentando provar sua própria obsessão.  É, temos que admitir que nós Zulmiras, somos todas loucas! Agarramos nossos amores, nossas esperanças, nossas incertezas com agonia derramada em intensidade e cegueira. Pois apenas a nossa verdade é a que vale! Não venho aqui generalizar, mas é preciso compartilhar certos segredos, certos medos, os nossos anseios. Acho que grande parte da nossa falta de comunicação é justamente essa peneira com que tapamos a simplicidade de viver livremente o momento. De realmente viver um dia de cada vez. Precisamos de um equilíbrio. Nem tanto aos hormônios femininos, nem tanto a pasmaceira masculina. Somos todos alunos dessa escola da vida. E Nelson, em uma obra recheada de humor negro e de pura tragédia, nos contorna genialmente as limitações de nossos Tuninhos e de nossas Zulmiras.


Um comentário:

  1. Tem dia que acordo Zulmira, tem dia que acordo Tuninho...
    Tem dia que acordo menino com dedo no nariz, tem dia que acordo Glorinha...

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